Em Fenômeno Urbano, George Simmel fala sobre como a metrópole atua psicológica e sensorialmente nas pessoas.
“Com cada atravessar de rua, com o ritmo e multiplicidade da vida econômica, ocupacional e social, a metrópole faz um contraste profundo com a vida de cidade pequena e a vida rural no que se refere aos fundamentos sensoriais da vida psíquica. A metrópole extrai do homem, enquanto criatura que procede discriminações, uma quantidade de consciência diferente do que a vida rural extrai. Nesta, o ritmo da vida e o conjunto sensorial de imagens mentais flui mais lentamente, de modo mais habitual e uniforme.
(…)
A atitude blasé resulta dos estímulos contrastantes que, em rápidas mudanças, são impostos aos nervos. (…) E se a pessoa permanece no mesmo meio, os nervos não tem tempo para recuperar sua força de reação. Surge assim a incapacidade de reagir a novas sensações com a energia apropriada. Isto constitui aquela atitude blasé que, na verdade, toda criança metropolitana demonstra quando comparada com crianças de meios mais tranqüilos e menos sujeitos a mudanças.”
Diego Senise
0 Respostas para “outro ponto de vista: atitude blasé”