Percepção de marca

Algum dia, na Globonews, vi um quadro de uma artista plástica paulistana (cujo nome eu não lembro) que passava uma idéia no mínimo instigante:

Logicamente, parece haver um erro aqui. Se tratarmos percepção como o fato do corpo tomar ciência de qualquer fenômeno que aparece a nós, então percepção não requer nada, apenas os 5 sentidos funcionando bem.

Mas, vamos pensar por outro lado. Quando falamos em comunicação, muitas vezes falamos em percepção nos referindo à maneira como as pessoas vão receber cada mensagem. Bom, neste campo, esta adaptação da frase parece fazer mais sentido: a percepção que as marcas querem que as pessoas tenham requer envolvimento.

É só pensar em como justificamos as campanhas. Falamos de determinados atributos que as campanhas passam. Na teoria, a aceitação destes atributos pelo público construiria e valorizaria as marcas – ou melhor, a percepção que as pessoas têm das marcas.

Porém, há uma grande distância entre os atributos que queremos transmitir e os atributos que as pessoas percebem. O fator mais determinante dessa distância é o envolvimento com cada marca. Este envolvimento está muito mais ligado às experiências com a marca do que com o produto em si ou sua comunicação.

Pense bem, o valor da Nike é mais construído por seus tênis, por seus anúncios ou por atitudes de marca como o Bairro Bonito – que revitalizou do bairro da Boca em Buenos Aires? O que gera mais envolvimento da marca com as pessoas? Ora…

Este quadro (Atenção! Percepção Requer Envolvimento) deveria estar pregado nas paredes de muitas agências para lembrar os publicitários que o público não está nem aí pra publicidade e, por isso, conseguir o envolvimento das pessoas requer que se faça algo de relevante por elas.

Diego Senise 

3 Responses to “Percepção de marca”


  1. 1 k. sérgio gomes setembro 9, 2008 às 12:17 pm

    você viu na casa da regina silveira: uma artista plástica gaúcha, que mora em são paulo. e esse quadro não é dela. alguém – não me lembro quem – deu para ela. mas sem dúvida é ótima frase.

    Abs.

  2. 2 Tiago Soares agosto 3, 2009 às 6:38 pm

    Percepção de marca deve estar atribuído ao fato de como a pessoa se senti ao vestir tal camisa de marca, assim forma-se uma sinestesia cuja a experiência da marca se infiltra no ser humano e assim vice e versa sua forma de pensar passa a ser resultado de sua imagem uma comunicação integrada e modificada para cada olhar humano pois suas vivências são singulares isso interferi em que chamamos de produção de sentidos.A realidade se constitui para cada novas marcas que surgem e a marca que tiver maior pregnância aquela que conseguir se firmar mais em nossas mentes vai ser a realidade virtual que o ser humano está passando ou seja, uma transsmissão de sentidos modificados com o cotidiano e agregado valor de status pois quem vestem são seres vivos, estamos refletindo aqui o poder que uma marca impõe nas pessoas sua autoafirmação poder sensorial real.

  3. 3 Anderson dezembro 3, 2009 às 3:48 am

    Esse quadro realmente fica na sala de Regina e foi dado por Antoni Muntadas, um artista multimídia catalão que trabalha numa Universidade nos EUA. O Muntadas trabalha muito com os projetos (projects) e a percepção.
    Abraços,AP


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