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Resultado: pesquisa on line

É… não rolou. Por algum motivo, a Soninha não me entregou os números de e-mails recebidos por ela no período combinado.

update: Roberta Rosa, a relações  públicas da Soninha, enviou os seguintes dados:

1. A vereadora recebeu 171 mensagens sobre a questão do rodízio de advogados. Num dia normal, são cerca de 80.

2. O aumento em seguidores foi de 54 pessoas. Ants eram 890, agora são 944.

Obviamente, não podemos inferir nenhuma conclusão deste resultado. Fica a idéia que se deve prestar mais atenção nas possibilidades de utilização da internet para ativar a consciência política adormecida nas pessoas. Sobre o processo de pesquisa em si, transcrevi aqui um bom comentário que o Leleba, professor e pesquisador de comunicação lá da Usp, me mandou por e-mail sobre essa idéia de pesquisa. Na íntegra:

O grande problema de medir o retorno via um único canal (a Soninha), só permite a inferência para veradores com as mesmas características que ela e, assim mesmo, com sérias restrições quanto à confiabilidade dos resultados.

Talvez fosse o caso de incluir outros vereadores (o maior número possível) em troca por exemplo de uma análise executiva dos resultados, possibilitanto assim que os próprios vereadores pudessem avaliar a capacidade do meio como resposta da população e, principalmente, como o tema está afetando a população.

Lembre-se que para responder o indivíduo tem que estar exposto aos estímulos (seu email), portanto o incremento (se houver) está limitado a este número de pessoas, seu interesse no tema e o quanto elas passaram para outras pessoas (o que vc pode medir enviando um novo email e perguntando para quantas pessoas cada um passou o email, e quantos destes iniciais enviaram o email para os vereadores).
Um abraço
Leandro”

Diego Senise

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Pesquisa on line: engajamento político

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Ontem, diante da notícia esdrúxula sobre a proposta de isenção do rodízio para os advogados , tive a idéia de fazer um estudo on line do comportamento dos cidadãos paulistanos. 

Quero descobrir se o a questão do engajamento (reivindicação diante do legislativo) é algo que ainda depende de conscientização ou se é questão de oportunidade de comportamento, de as pessoas terem a chance de participar sem fazer muito esforço.

Seguindo como premissa teórica de Solomon sobre o comportamento, queremos descobrir se campanhas para que o cidadão participe mais da política devem se focar no nível da crença, do afeto ou desse “estalo” para o comportamento.

Um bom exemplo é a questão da doação de sangue: parece-me que não adianta fazer campanhas de conscientização… todos já sabem da importância… eles precisam ter a chance (sem muito esforço) de participar. 

A melhor estratégia seria, então, levar um caminhão para recolher sangue no lugar onde as pessoas estão (universidades, por exemplo). É só parar lá na frente, que aquela mesma pessoa que nunca saiu de casa para doar, possivelmente, vai fazê-lo se tiver tempo. Ela já estava predisposta. Suas crenças e afetos com relação ao assunto já eram positivos. Já estava num estado “latente” de doação, só faltava o estímulo.

 

 

 

 

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Método: a idéia é pegar esse tema da isenção do rodízio para advogados: mandei e-mail para toda minha lista de e-mails estimulando as pessoas a encherem a caixa de e-mail dos vereadores com reclamações. O detalhe é que, no corpo do e-mail já estava uma lista com o e-mail de todos os vereadores prontos para serem copiados e colados. A pessoa não terá esforço nenhum além de escrever seu próprio e-mail pros vereadores. Não precisará pesquisar um por um nem entrar no site da câmara. Também twittei o assunto.

Mensuração: para chegar ao resultado da pesquisa, vou contar com a ajuda da vereadora Soninha Francine, que foi a única a me responder quando mandei minha reclamação para os vereadores. Os pontos calculados serão:

o aumento do número de e-mails recebidos por dia. Partiremos do número médio de e-mails que ela recebe e depois é só calcular o aumento. Como o e-mail da Soninha é um no meio da lista de todos os vereadores, podemos presumir que quando ela receber alguma mensagem, os outros também receberão.

 o aumento de pessoas te seguindo no twitterAtualmente são 890.

Para nos aproximarmos mais de um resultado preciso, pedi para a Soninha responder todos os e-mails que chegarem para ela sobre o tema, comunicando que as pessoas podem segui-la no Twitter. Como lá, ela escreve o que está rolando na Câmara, este seria mais um jeito de medir se as pessoas estão querendo que as informações políticas cheguem até elas sem muito esforço.

Prazo: começa hoje (quarta-feira, 03/12/08) e vai até sexta (sexta-feira, 05/12/08). Daí, fecharemos o resultado e publicaremos aqui.

É isso. Vamos ver no que dá.

Diego Senise

 

 

 

Fred Gelli: tempo é valor

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Fred Gelli, sócio da Tátil Desgin, trouxe uma idéia muito legal ontem na Conferência de Planejamento.

Seguindo uma pegada sustentável, Gelli diz que os objetos passam a ter valor de acordo com quanto tempo nós a utilizamos num período determinado. Por exemplo:

– carro: 1,5 horas por dia

– furadeira: 30 minutos por ano

– copo plástico: 5 segundos, ou quanto durar a golada.

Desta maneira, esses objetos que envolvem pouco tempo do nosso dia-a-dia teríam que ser menos destrutivos ao planeta. Não fari mais sentido comprar esses tipos de objeto. O transporte coletivo e as caronas seriam alternaivas à lógica de um carro por pessoa. Para não ter que comprar uma furadeira por família, os prédios poderiam disponibiliza-las coletivamente. A caneca é a saída duradoura para deixar de usar copoinhos plásticos.

Para Gelli, essa lógica mais coletiva e duradoura do consumo dos produtos pode ser uma saída para uma boa relação entre sociedade de consumo e meio ambiente.

Será?

Diego Senise

interpretação: outro ponto de vista

O universo não está escrito desde a eternidade – ele é, antes de tudo, um vazio. Interpretar não é nunca dispor de um sentido, memo que oculto: a interpretação é , ao contrário, impressão numa página em branco; interpretar é produzir sentidos e signos [e não, descobrí-los].

Leon Kossovitch, Signos e Poderes em Nietzsche

Atitude de Marca Política

senado

Uma idéia que nunca vai ser implementada:

O Democratas (antigo PFL) poderia tomar a iniciativa de reduzir, espontaneamente, o número de assessores do Congresso. Eles são muitos, e muito bem pagos. Seria uma maneira de reduzir os gastos públicos e enxugar o Estado – o que vai bem ao encontro das crenças desse partido que se diz liberal. Uma maneira ousada de demonstrar quais são as crenças dessa marca.

Não acredito que um dia isso ocorra. Diferentemente dos EUA, a lógica dos partidos no Brasil não é uma lógica de marca. A maioria das pessoas vota em pessoas, não em partidos.

Diego Senise

Liberdade: outro pontos de vista

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Liberdade, Fernando Pessoa

Ai que prazer
Não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
E não o fazer!

Ler é maçada.
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.


Quem nunca sentiu esse peso na consciência por ter um livro na estante e não o ler? Liberadde, então, não é poder fazer o que quiser, mas ter a cosciência tranquila por não fazer tudo o que a liberdade permite. É não ser pressionado por si mesmo.

Diego Senise

Sociologia da Fotografia

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Ao fotografar, conretizamos a imagem que a sociedade gostaria de ter de si mesma. Seria esta a análise sociológica?

J.S.M – SIm. E, é claro que existem padrões. (…) A partir do boom do cinema, essas fotos passaram a imitar cenas dos filmes norte-americanos. Algo fora da realidade dessas pessoas. Precisamos levar em conta que o imaginário vai sendo produzido conforme as circunstâncias.

Essa entrevista foi publicada na edição de outubro de 2008 da Revista Brasileiros. Nela, José de Souza Martins abre nossos olhos para um estudo ainda pouco explorado: a sociologia da foto.

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Considera a foto não como documentação objetiva da história. Lembra-nos que a fotografia está envolta por um imaginário com o qual temos que interagir para entender seus significados. Neste contexto, estamos considerando as fotos mais corriqueiras do dia-a-dia. Não estamos tratando de fotos da mídia, que tem uma carga ideológica e interessada que renderia muitos outros posts.

“Não quero sair assim da na foto. Tira outra.” Essa é uma frase bem recorrente para nós. Podemos analisá-la segunda o livro Memória e Sociedade de Eclea Bosi. Para ela, existe um princípio de correlação entre memória e identidade. As memórias e as imagens do passado compoem a identidade da pessoa. A identidade seria aquio que já se fez de importante, que é memorável (individual ou coletivamente).

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Como a memória não consegue armazenar tudo, existe uma seleção cujo filtro são as boas recordações… aquelas que a pessoa deseja que componham sua identidade. Recordamos fatos marcante, nos esquecemos dos constrangimentos e das tristezas. Cada vez que somos perguntados sobre nós mesmos, criamos uma fantasia, um mundo de seleções, fragmentos do nosso percurso que mereceram lugar na memória pois cumprem o papel de serem reconhecidas pelos outros.

As fotos do dia-a-dia têm 2 características que nos fazem perceber a relação entre elas e esta teoria.

1) Como a foto é materialização do passado, ou pelo menos, um meio para que surjam as lembranças dos momentos.

2) Uma foto ser a captação de um instante, que está necessariamente no passado. Porém, ela desperta significados no presente – no momento em que se mostra para alguém.

Por causa desta função social mediação de sentidos entre as pessoas, a foto é protagonista na formação da identidade das pessoas. Naturalmente, nós tentamos ter o mínimo controle sobre como vamos ser reconhecidos pelos outros.

Diego Senise